Estava tudo lá: uma gente interessante, um curso novo numa universidade de longa história, sólida história, mas cheia de flexibilidades. Entre elas, a possibilidade de pensar alto sobre o próprio pensar alto e tentar entender do que é feito o rumor público – que move o mundo, afinal.

Em torno de um texto de Milton Santos [“Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal”], nos reunimos embaixo de uma árvore, depois em uma sala, e foram dias seguidos, depois semanas desdobradas em um par de meses. Era 2010.

Em 2011 o blog nasceu como banco de dados, digamos que nasceu como uma coleta despretensiosa, que catava entre os ventos umas folhas e umas pedrinhas.

Veio 2012, e o grupo de estudos virou Grupo de Pesquisa.

Em 2013, muita gente importante chegou. Já alguns tinham ido embora e mandavam notícias.

De 2014 em diante, fomos virando mais que fórum permanente, mais que grupo de estudos, mais que Grupo de Pesquisa: somos hoje um coletivo de trabalho.

E, com isso, 2015 trouxe notícias de que a coleta aleatória era boa, sim, mas pouca, diante do que se assumia: fazer convergirem esforços, alimentar a sinergia de diferentes buscas e criar – porque sem criação nenhum pensamento de fato se pensa.

O blog já não tinha mais sentido no seu tom, na sua plataforma, na sua falta de pretensão. Assim, ficou como um banco de dados colhidos ao longo da história, ficou como história de uma reunião de interesses que construiu uma força criadora.

É 2016, e o Comunica segue sua trilha aqui.

o antigo blog

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