por dentro dos caminhos de S., de J.J. Abrams e Doug Dorst: as ações de lançamento da edição brasileira

autora: Vitória Ferreira Doretto

Para que um livro chegue às mãos de seus leitores, há uma série de processos e procedimentos editoriais, que se iniciam na escrita, passam pela revisão, diagramação, impressão e distribuição dos exemplares. Esses processos são os mesmos, guardadas as diferenças de escala, para todos os livros, incluindo os best-sellers como S., obra de J. J. Abrams e Doug Dorst, objeto de nosso estudo. Nestes breves parágrafos, pretendemos descrever a campanha de marketing liderada pela editora Intrínseca, analisando o caminho traçado para o lançamento da obra no Brasil e nos Estados Unidos, a fim de que o livro figurasse nas listas dos mais vendidos da editora nesses países. Para isso, fazemos uso do método midiológico, recuperando seus vestígios de circulação à época de seu lançamento para compor as considerações de análise.

palavras-chave: mediação editorial; humanidades digitais; objetos editoriais; literatura contemporânea; indústrias criativas.

publicado em: PHILIA (2020)

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uma reflexão sobre o impressionismo literário através de críticos brasileiros

autora: Claudia Maria de Serrão Pereira

Nos anos 60, o teórico Afrânio Coutinho afirmou, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), que o Impressionismo não possuía contornos nítidos como os outros movimentos literários brasileiros; dificultando, portanto, a compreensão de sua fronteira perante ao Romantismo, Realismo e Naturalismo. Deste modo, a partir da fala de Coutinho, esse artigo tem por objetivo apresentar uma discussão e observação sobre a formação estética do Impressionismo por três posições de críticos brasileiros: a fala de Coutinho (1962) na ABL; a leitura filosófica de Vitor Hugo Fernandes Martins (2003); e a visão narrativista de Franco Baptista Sandanello (2017). A partir de suas críticas, buscou-se entender de que modo os elementos impressionistas aparecem nos textos, sejam eles oitocentistas ou contemporâneos, e também como pode-se analisar esses elementos sem colocá-los em outros movimentos literários. Para análise dessas posições, utiliza-se o conto “O violinista” de Menalton Braff (2016), publicado em O peso da gravata e outros contos. Além disso, também se abordou a origem do Impressionismo na França e no Brasil a partir do século XIX, uma vez que diferentemente da França, Brasil ainda era um país escravocrata e oligárquico, longe então das ideias liberais em voga na Europa. Essa situação histórica acabou colaborando que a constituição desse movimento fosse mais tardia e não simultânea.

palavras-chave: crítica literária; literatura no Brasil; impressionismo literário

publicado em: Revista Afluente (2019)divisor3capitalismo de Vigilância na Sociedade da Transparência: um estudo discursivo sobre as bibliotecas da Universidade de Berkeley

autora: Ana Elisa Sobral Caetano da Silva Ferreira

A reforma da biblioteca Moffitt (2016) da Universidade de Berkeley é o ponto de partida para o debate que propõe uma reflexão sobre os processos discursivos e sua materialização nos espaços urbanos. Ao considerarmos o Homo economicus(DEBRAY, 2019), refletiremos sobre as influências do Capitalismo de Vigilância (ZUBOFF, 2019) na atualização do conceito de assujeitamento (PÊCHEUX, 1995) e seus desdobramentos nos objetos técnicos que o cercam na Sociedade da Transparência (HAN, 2017).

palavras-chave: Capitalismo de Vigilância; processos discursivos.

publicado em: Revista Mosaico (2019)

divisor 2

editorial genetic rites and authorship in journals

autora: Letícia Clares

The research we will present aims to further develop a discussion started in the master’s degree research entitled Publishing mediation in scientific communication: a study of two human sciences journals, focusing on a fundamental issue of the current times: the constitution of authorship in scientific communication. In order to investigate that issue, we aim to examine the defining conditions of authorship in the production of scientific papers in different areas of knowledge. Therefore, the corpus is composed by four important journals nationwide, Geousp: espaço e tempo, from the Postgraduate Program in Geography of the FFLCH-USP, Cerâmica Industrial, from the Brazilian Ceramic Association, Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, from the Occupational Therapy Department of UFSCar, and Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (Rieb), from the Brazilian Studies Institute of USP. Having the French discourse analysis as theoretical framework, we take into account the relationship between the author and other co-enunciators in the editorial genetic rites (Salgado, 2011), also considering the place of the author as a creative paratopy (Maingueneau, 2014). At the event, we will discuss more precisely the current stage of the research, focusing on the methodology of data collection, in which we used interviews with different professionals involved in the publishing of the mentioned journals.

keywords: authorship; discourse analysis; publishing mediation; scientific communication; scientific writing.

publicado em: European Journal of Language and Literature Studies (2019)

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reflexões iniciais sobre a paratopia criadora na obra “O Grifo de Abdera” de Lourenço Mutarelli

autora: Vitória Ferreira Doretto

Neste artigo propomos o que chamamos de reflexões iniciais sobre a obra de Lourenço Mutarelli. Fazemos uma breve análise de “O Grifo de Abdera” (Companhia das Letras, 2015), a partir do conceito de paratopia criadora desenvolvido por Dominique Maingueneau (2006), para o estudo do discurso literário dentro da vertente francesa da análise do discurso. Ao analisarmos os três personagens principais desta obra de ficção brasileira, delineamos as três instâncias de autoria (escritor, inscritor e pessoa), tidas como constituintes da ação criadora, em cada um destes personagens. Ao final da análise podemos verificar a possibilidade de realmente entender estes personagens como autores em diferentes estágios.

palavras-chave: paratopia criadora; discurso literário; autoria; Lourenço Mutarelli.

publicado em: Opiniães (2019)

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mediação editorial em artigos científicos: um estudo de injunções e apagamentos nas humanidades

autoras: Luciana Salazar Salgado, Letícia Moreira Clares

Este artigo delimita, na ampla discussão sobre comunicação científica, uma reflexão sobre a escrita de artigos no âmbito das humanidades, categoria que subsume diferentes práticas, as quais fazem parte tanto da formação para a pesquisa quanto da formatação da própria pesquisa. Para que seja comunicada, condição obrigatória, toda pesquisa deve atender a normas balizadas por métricas de avaliação, sob pena de não ser avalizada como conhecimento produzido. Diante disso, assumimos uma abordagem mediológica (DEBRAY, 2000a, b), isto é, no quadro epistemológico dos estudos do discurso que se filiam à chamada tradição francesa, esta reflexão se assenta na investigação da mediação entre sujeitos e objetos, mais precisamente na mediação editorial. Para apresentar um conjunto de dados de dois periódicos qualificados, cujas equipes foram entrevistadas, consideramos as métricas em vigor e o entrelaçamento de categorias institucionais. Com isso, parece possível dizer que a categoria humanidades agrupa o que funciona como uma espécie de outro das chamadas ciências duras.

palavras-chave: comunicação científica; escrita acadêmica; ritos genéticos editoriais.

publicado em: Revista do GEL (2018)

divisor 2

implicações entre mídium e paratopia criadora: um caso de autoria exponencial

autoras: Luciana Salazar Salgado, Vitória Ferreira Doretto

Neste artigo focalizamos o problema da autoria em S., publicado no Brasil em 2015 pela editora Intrínseca. Considerando-o um objeto editorial literário, mobilizamos a noção de paratopia criadora (Maingueneau, 2006) para examinar a constituição do lugar de autor como parte de um regime semântico em funcionamento. O caso: dois autores desaparecem ao romper-se o lacre da caixa que reveste o códice, daí em diante um autor-personagem e personagens-leitores-autores interagem num pertencimento paradoxal, complexificando os tempos das escritas, algumas subsequentes, outras simultâneas: temporalidades dadas pela dêixis discursiva e por uma série de objetos entre as páginas. Essa abordagem exige que se considerem aspectos da materialidade inscricional, convocados aqui sob a noção de mídium (Debray, 2000), e aspectos da constituição do valor dessa materialidade, produzido na conjugação de espaço canônico e espaço associado. Trata-se de assumir a perspectiva da mediação editorial para estudo da autoria como gestão.

palavras-chave: espaço associado; materialidades da literatura; mediação editorial.

publicado em: Acta Scientiarum. Language and Culture (2018)

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multimodalidade e cenografia em quatro edições da antologia da literatura fantástica

autor: Gustavo Primo

A partir das perspectivas da análise do discurso literário proposta por Maingueneau (2006) e dos estudos das modalidades da mídia, discutidos por Elleström (2010), analisaremos quatro edições, publicadas em tempos e lugares diversos, da Antologia da Literatura Fantástica, originalmente organizada por Silvina Ocampo, Adolfo Bioy Casares e Jorge Luis Borges. Observa-se que a cada vez que a Antologia foi (re)publicada por diferentes casas editoriais, a obra ganhou uma materialização diferente, em diferentes objetos-livros, cada um com suas especificidades textuais, paratextuais, gráficas, materiais. Todos esses aspectos se nos revelam como vestígios de modos de funcionamento do discurso literário e é possível, portanto, interpretar cada livro como possuindo uma cenografia reveladora de imaginários editoriais acerca do que seja a literatura fantástica, como ela deva circular e qual seja seu valor simbólico. Discutiremos a cenografia articulada pela materialização de quatro edições diferentes da Antologia: a primeira, publicada pela Editorial Sudamericana (Argentina, 1940); uma edição da Xanadu Publications (Reino Unido, 1988); uma da Debolsillo (Argentina, 2016) e uma da Cosac Naify (Brasil, 2014). Cada uma delas nos revela como o texto literário não é puramente fruto de um autor único, mas de uma miríade de mediadores editoriais (editores, diagramadores, capistas, designers, prefaciadores etc.).

palavras-chave: mediação editorial; multimodalidade; cenografia discursiva.

publicado em: Manuscrítica (2018)

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mundo ético e mídium: uma cenografia paulistana para a ciência brasileira

autoras: Luciana Salazar Salgado, Marina Delege

Considerando a noção de ethos proposta por Maingueneau desde seu texto seminal “A propósito do ethos”, de 2008, este artigo apresenta duas propostas articuladas: i) uma ênfase na noção de mundo ético, ainda pouco explorada como operador analítico; ii) um acréscimo teórico que põe a noção de mídium como constitutiva do mundo ético. O objeto editorial Pesquisa Fapesp é considerado, dessa perspectiva, como um vetor de sensibilidade ligado a uma matriz de sociabilidade, a Fundação Fapesp, e por isso funciona como um mídium que alimenta um mundo ético: por documentá-lo, legitimando-o, e por fazer parte dele, legitimando-se como documentador (DEBRAY, 2000a e b). Com vistas a esclarecer essa abordagem, analisamos três tipos de dado: 1. A publicidade da revista na revista; 2. Gráficos sobre a pesquisa no Brasil; 3. Um léxico especializado. Nesses dados, verifica-se que a cenografia opera uma circunscrição semântica peculiar do referente “ciência brasileira”.

palavras-chave: mídium; mundo ético; revista Pesquisa Fapesp; ciência brasileira.

publicado em: Letras de Hoje (2018)

divisor 2

“cultura de paz”: gênese de uma fórmula entre discursos de guerra e violência

autora: Helena Boschi

Neste trabalho, buscamos rastrear o percurso do sintagma “cultura de paz” no espaço público brasileiro desde sua gênese institucional até o ano de 2012, verificando sua consolidação durante a Década Internacional de uma Cultura de Paz e Não Violência para as Crianças do Mundo (2001-2010 – ONU) e seu funcionamento como fórmula discursiva (KRIEG-PLANQUE, 2010). Mostramos como é produzido um efeito de consenso na superfície linguística de um sintagma que, ao circular, é convocado por interpretações diversas que partem majoritariamente do sema central “convivência”. Teremos como foco a relação entre a gênese de “cultura de paz” e a circulação de “discursos de guerra e de violência” materializados em práticas e objetos técnicos cotidianos.

publicado em: Trabalhos em Linguística Aplicada (2018)

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ciência aberta: uma análise discursiva do acesso à informação

autora: Marina Delege

Dada a importância do acesso à informação e o modo como sua divulgação é controlada, este trabalho tem como objetivo abordar discursivamente a expressão Ciência Aberta, apoiando-se nos postulados teóricos de Dominique Maingueneau, através de um corpus formado por textos de instituições como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que desde os anos 90 se mobilizava para enfrentar as dificuldades sociais na luta pela democratização da comunicação, assim como a Revista FAPESP, a qual é publicada por uma das mais importantes agências de fomento a pesquisa e que, sobretudo, busca divulgar os resultados da produção científica e tecnológica brasileira.

palavras-chave: Ciência Aberta; Acesso à Informação; Divulgação Científica.

publicado em: II Jornada Internacional GEMInIS (2016)

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humor e contemporaneidade: uma análise dos textos do colunista Tutty Vasques

autor: Diogo Silva Chagas

O presente artigo propõe uma análise dos textos humorísticos do jornalista e colunista Tutty Vasques, que publicava uma coluna e um blog no jornal O Estado de S. Paulo, com o propósito de identificar os recursos e técnicas de que o autor se vale para produzir o efeito de humor em seus textos. A pesquisa se embasa em referenciais teóricos do campo da Análise do Discurso, principalmente nos trabalhos de Maingueneau e Possenti.

palavras-chave: humor; análise do discurso; contemporaneidade.

publicado em: Revista Estudos Linguísticos (2016)

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o tempo que morria dentro de mim – confluências entre a cidade de Manaus e o narrador Nael no romance Dois Irmãos

autora: Claudia Maria de Serrão

Este artigo analisa as relações de confluência entre a cidade de Manaus e o narrador Nael, do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, perante as mudanças sociais ocorridas na cidade com a industrialização e a mercantilização dos bens culturais entre os anos de 1920 e 1960. Conforme Fredric Jameson (1992, 1997), durante esse período ocorrem transformações estéticas dos bens culturais, afetando a relações que estes estabelecem com os sujeitos. Para o autor, o capitalismo tardio pode ser visto como causa das mudanças que ocasionam o momento histórico-cultural denominado pós-modernidade. Desse modo, considerando que nesse período a cidade de Manaus passa por uma sede de desenvolvimento, esmaecendo aos poucos a sua história com a chegada do progresso e de uma política que privilegiou determinado setor social em detrimento de outros, pretendemos analisar a confluência que se estabelecem entre o narrador e o espaço urbano, uma vez que consideramos que Nael não apenas busca sua origem (identidade), mas luta por uma resistência política da própria espacialidade em que se insere como sujeito, preservando as memórias do que o faz vivo: a casa e a cidade.

palavras-chave: pós-modernidade; cidade; Dois irmãos; Milton Hatoum.

publicado em: Revista Opiniães (2016)

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língua, cultura e imaginários: singular e plural em conflito nos materiais didáticos de português para estrangeiros

autoras: Luciana Salazar Salgado, Helena Boschi

Partindo de uma perspectiva discursiva em diálogo com pesquisas recentes da sociolinguística e da linguística aplicada, temos como objetivo investigar a construção e a difusão de imaginários de língua e de cultura, focalizando o primeiro livro da coleção Brasil intercultural (Ciclo Básico, nível 1 e 2 – MOREIRA; BARBOSA; CASTRO, 2014). São examinadas, assim, propostas de atividade. Os dados mostram um conflito entre um posicionamento progressista e um posicionamento conservador ao longo do material, o que, segundo nossa hipótese, é um efeito da circulação de discursos no espaço público: enquanto estudos da linguagem mostram cada vez mais a complexidade das estruturas linguísticas e da diversidade de usos em conjunturas variadas, no mercado editorial, os próprios autores e o público consumidor são atravessados por um imaginário de língua e de cultura que estabelece uma relação biunívoca entre elas, calcada na noção de que uma língua é um código estável característico das trocas definidoras de um território nacional.

palavras-chave: português brasileiro; interlíngua; imaginários.

publicado em: Caderno de Estudos Linguísticos (2016)

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dispositivos comunicacionais e produção de imaginários: o caso dos periódicos científicos

autoras: Luciana Salazar Salgado, Letícia Moreira Clares

No quadro da Análise do Discurso de tradição francesa (AD), propomos neste artigo uma reflexão que parte da noção de dispositivo desenvolvida recentemente por Jean-Jacques Courtine (2013) para estudar os formulários de revisão por pares das revistas do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP), GEOUSP: Espaço e Tempo, com vistas a observar como, nesse tipo de material, (re)constroem-se imaginários de ciência a partir do modo como os processos editoriais acontecem e caracterizam a comunicação científica, nos liames do que Dominique Maingueneau (2006) considera uma instituição discursiva. Partindo das reflexões desenvolvidas até o momento na pesquisa intitulada Ritos genéticos editoriais e comunicação científica: a atividade de revisão em periódicos, explicitamos a configuração desses periódicos como dispositivos comunicacionais e, para tanto, alguns indícios da constituição desses imaginários nos ritos genéticos editoriais adotados nos processos de mediação editorial dos periódicos estudados. Pretendemos, então, investigar algumas das dimensões da mediação editorial que balizam os imaginários de ciência e põem em circulação pública o conhecimento acadêmico.

palavras-chave: periódicos científicos; dispositivos comunicacionais; mediação editorial; comunicação científica; ritos genéticos editoriais.

publicado em: Filologia e Linguística Portuguesa (2015)

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considerações sobre o funcionamento da fórmula discursiva “cultura de paz” no mercado editorial brasileiro

autora: Helena Boschi

Neste artigo, nos propomos a analisar discursivamente o mercado editorial brasileiro no que diz respeito a publicações que têm “cultura de paz” como objeto principal, sintagma que consideramos funcionar como fórmula discursiva segundo os parâmetros estabelecidos por Krieg-Planque (2010). Postas em circulação como objetos técnicos específicos – cartilhas, livros teóricos, coletâneas, etc. –, essas obras colaboram para a instauração e a difusão dessa fórmula nos discursos institucionais como agente de apagamento da conflitualidade, notadamente por meio de seu funcionamento como referente social no espaço público e, como consequência, argumento legitimador de práticas institucionais variadas.

palavras-chave: cultura de paz; fórmula discursiva; mercado editorial brasileiro.

publicado em: Revista Estudos Linguísticos (2015)

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ritos genéticos editoriais: a mediação das beta-readers

autoras: Luciana Salazar Salgado, Amanda Guimarães

Este artigo visa apresentar, de forma sucinta, a análise feita sobre o funcionamento discursivo da mediação editorial dentro da cultura de fãs, mais especificamente por meio das fanfics, fanfic writers e beta-readers, tema da pesquisa de iniciação científica financiada pela FAPESP ainda em desenvolvimento.

palavras-chave: ritos genéticos editoriais; paratopia criadora; discursos constituintes; cultura de fãs.

publicado em: Anais do IV CIAD (2015)

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“vida simples”: o discurso do bem-estar corporificado no consumo

autoras: Luciana Salazar Salgado, Denise Gasparini Perfeito

Com vistas a contribuir para investigações sobre a relação entre sujeitos e objetos na constituição da contemporaneidade, este artigo apresenta uma breve análise do modo como a revista Vida Simples dá tratamento ao que pode ser referido como discurso do bem-estar. Embora seu projeto editorial se apresente com o propósito de auxiliar o sujeito contemporâneo na busca por uma vida melhor porque descomplicada, pode-se dizer que esse discurso, instituído numa conjuntura de “mal-estar dos indivíduos”, materializa-se na construção de um ethos discursivo de aconselhamento que inclui, paradoxalmente, estímulos ao consumo insaciável.

palavras-chave: discurso do bem-estar; cultura de consumo; ethos discursivo.

publicado em: Artefactum – Revista de Estudos em Linguagem e Tecnologia (2015)

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mediação editorial e ethos discursivo: uma análise da construção de personagens na coleção Snoopy

autora: Fernanda Capelari de Carvalho

Inscrito no quadro da análise do discurso de tradição francesa de base enunciativa, este trabalho mobiliza um modelo teórico proposto pelo linguista Dominique Maingueneau (2007, 2012) para analisar processos de edição, tendo como proposta focalizar a construção de personagens como criação de ethos discursivo. O material que constitui o corpus reúne dez livros da coleção SNOOPY, uma coleção que abrange tirinhas da obra de Charles M. Schulz, Peanuts. Nessas tirinhas, focalizaremos os materiais linguísticos ligados aos personagens dessa obra, evidenciando curiosidades com relação aos processos de edição que afetam o ethos discursivo dos personagens. Consideraremos também questões como a problemática da tradução e autoria. Trata-se de abordar um problema de mediação editorial.

palavras-chave: mediação editorial; ethos discursivo; tradução.

publicado em: Anais do IV CIAD (2015)

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gênese discursiva da fórmula “cultura de paz” 

autoras: Luciana Salazar Salgado, Helena Boschi

Este artigo apoia-se em propostas recentes da pesquisadora Krieg-Planque (2010), que trabalha na interface das ciências da informação com os estudos da linguagem, considerando o quadro teórico da análise do discurso francesa, evocado pela noção de ‘gênese discursiva’ desenvolvida por Maingueneau ([1984] 2008). Focaliza, com isso, o percurso do sintagma ‘cultura de paz’ no espaço público brasileiro, especialmente na cartilha Cultura de Paz: redes de convivência (DISKIN, 2009), marco de um período de intensa circulação dessa fórmula, para mostrar como é produzido um ‘efeito de consenso’ na superfície linguística de um termo que, em seus usos, assume interpretações diversas.

palavras-chave: fórmula discursiva; sintagma cristalizado; circulação de discursos; interdiscurso.

publicado em: Acta Scientarum Language and Culture (2014).

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ritos genéticos editoriais: o revisor de textos circunscrito na dicotomia leitura e autoria

autora: Letícia Moreira Clares

Este artigo é um recorte da pesquisa de Iniciação Científica “A interface material impresso e audiolivro: o lugar do revisor de textos nos processos editoriais envolvidos”, desenvolvida no âmbito da UFSCar e do Grupo de Pesquisa COMUNICA – Reflexões Linguísticas sobre Comunicação. Tomando como objeto de análise as versões impressa, roteiro de adaptação textual e audiolivro do material didático Reflexões sobre o fazer docente, investigaremos o modo como as circunscrições do revisor de textos o situam na correlação leitura e autoria.

palavras-chave: ritos genéticos editoriais; tratamento editorial de textos; revisor de textos.

publicado em: Versalete (2013)

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chico buarque das letras: uma análise discursiva com as noções de paratopia e ritos genéticos

autora: Maria Renata Casonato Motta

Este artigo é fruto do projeto de Iniciação Científica desenvolvido na UFSCar, intitulado “Paratopia criadora e ritos genéticos: uma abordagem discursiva da crítica à obra literária de Chico Buarque de Hollanda” no âmbito do Grupo de Pesquisa COMUNICA – Reflexões Linguísticas sobre Comunicação. Observaremos o modo como o lugar do autor se constrói através da análise dos textos da crítica literária a respeito dos livros Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009) de Chico Buarque de Hollanda. Os dados focalizados neste artigo são parte do corpus de pesquisa e estão circunscritos aos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, no período de 2003 a 2012.

palavras-chave: Chico Buarque de Hollanda; paratopia criadora; ritos genéticos.

publicado em: Cadernos Discursivos (2012)

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