Daniela Santos Fernandes

O ethos discursivo implicado nas metodologias de pesquisa de opinião

Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo analisar aspectos do funcionamento de questionários de pesquisa de opinião ancorado na Análise do Discurso de tradição francesa, mobilizando o aparato teórico-metodológico de apreensão do ethos discursivo, tal como proposto por Dominique Maingueneau. O conjunto de dados selecionados para este estudo advém de plataformas online sobre bens de consumo – Conectaí e Você Opina – e de um questionário de pesquisa de opinião eleitoral de 2014, do Instituto Ibope de Opinião, sobre a concorrência à presidência do Brasil. Considerando como parte constitutiva do córpus os suportes em que estão inscritos, a noção de ethos discursivo contempla os efeitos de sentido que são produzidos pelo estatuto compartilhado pelos sujeitos nas relações entre material linguístico e material extralinguístico. Considerando aspectos da materialidade do córpus, a investigação utiliza a teoria das cenas da enunciação: o ethos está vinculado às cenas de enunciação, que, segundo Maingueneau (2014), compõem-se de três dimensões – a cena englobante, a cena genérica e a cenografia. A cena englobante corresponde ao tipo de discurso, nosso objeto questionário de opinião); a cena genérica diz respeito ao contrato associado a determinado gênero; e finalmente a cenografia, cena construída pelo próprio texto, que não é necessariamente imposta pelo gênero. É na cenografia que o fiador do discurso se constitui, textualização da qual emergem o ethos discursivo e o coenunciador, que, ao interpretar certo questionário, deve ser capaz de determinar em que cena englobante se situa, apoiando-se em estereótipos ligados aos mundos éticos evocados nas perguntas. Assim, à medida que a enunciação se desenvolve, a princípio, ela legitima a cenografia que a descreve, contribuindo para adesão do coenunciador. Nesses termos, a investigação se baseia em como se organizam os roteiros estabelecidos pelas metodologias de opinião qualitativa e quantitativa, identificando como se institui a relação entre interlocutores nesses segmentos e a apreensão dos imaginários envolvidos nas pesquisas.

 

TCC – Daniela Santos Fernandes

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Amanda Chieregatti

Leituras da paratopia criadora de Jane Austen: uma oitocentista contemporânea

Este Trabalho de Conclusão de Curso reúne as reflexões desenvolvidas na pesquisa de Iniciação Científica A paratopia criadora de Jane Austen: uma autora feminista?, realizada sob financiamento da instituição de fomento Fapesp, Processo 2013/07897-6. Na pesquisa em questão, observando a presença das obras de Jane Austen em contextos dos mais diversos, focalizamos três obras da autora inglesa Jane Austen (1775 – 1817), Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813) e Persuasão (1818), buscando observar o funcionamento da autoria segundo o conceito de paratopia criadora proposto por Dominique Maingueneau (2006), analisando, com isso, a leitura contemporânea dessas obras, que as refere como pertencentes ao discurso feminista. Mesmo passados dois séculos da morte de Jane Austen, sua obra segue sendo comentada, tornando-se por vezes objeto de estudo e discussão de grupos não necessariamente acadêmicos. Tanto seus romances quanto sua própria vida ganharam uma variedade de adaptações como filmes, seriados e incontáveis releituras, como se a autora e seus escritos houvessem sido redescobertos recentemente. Com essa orientação, analisamos não apenas as três obras referidas anteriormente como foco, à procura de traços que possam ser entendidos como pertencentes ao discurso feminista, mas também dados pertencentes ao corpus coletado para esta pesquisa, formado por dados biográficos e referentes à recepção contemporânea da obra – incluem-se aqui releituras, adaptações cinematográficas e televisivas, bem como a apropriação dos textos de Austen em debates feministas. Assim, a perspectiva discursiva com que delimitamos esse conjunto de dados teve como finalidade observar na escrita de Austen o que parecem ser indícios de defesa do direito das mulheres de seu tempo, ainda que a autora não explicitasse uma opinião, considerando a hipótese de que as mudanças históricas ocorridas nos dois séculos transcorridos desde a produção dessa obra é o que nos faz lê- las como uma crítica feminista à sociedade patriarcal. Procuramos, assim, compreender de que modo as obras de Austen circulam no século XXI, e como a conjuntura deste início de século delimita certos tipos de leitura.

TCC_Amanda Chieregatti 

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Ana Rosa Camargo

A explosão discursiva do fenômeno Harry Potter e o funcionamento do poder

Em 1997, a britânica J. K. Rowling publicou a sua obra de estreia que logo começou a despontar na lista dos mais vendidos. Posteriormente a este acontecimento somaram-se os outros seis lançamentos dos livros da série e os oito filmes produzidos pela Warner Bros. Com o fim da série de livros e de filmes, J.K. Rowling em parceria com a Sony lançou, em 2011, o projeto Pottermore, um site gratuito onde o leitor pode desfrutar de conteúdos adicionais exclusivos, executar ações características dos personagens da história e adicionar usuários como amigos em uma espécie de rede social. O universo criado por J.K Rowling reuniu ao seu redor, durante a sua primeira década de existência, o investimento do Star System e uma geração de fãs leitores conectados virtualmente e interessados em buscar informações sobre seu objeto de afeto e compartilhá-las entre seus pares, gerando, assim, uma explosão discursiva em torno do fenômeno. Mesmo após o encerramento dos livros e filmes, há ainda uma ampla quantidade de discursos circulando em torno de Harry Potter. O que se propõe neste trabalho é, a partir das teorias de cunho foucaultiano, entender como se articulam as relações de poder entre a indústria do entretenimento e os fãs a fim de se compreender a sua importância para a franquia em questão.

TCC_ Ana Rosa Camargo

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Andressa Leonardo

Ethos discursivo e produto jornalístico: um estudo da Globo News

Este Trabalho de Conclusão de Curso traz o resultado de uma Iniciação Científica em que objetivamos compreender como opera o telejornalismo atualmente, ao identificar o modo de constituição do ethos discursivo da Globo News. Descrever a construção do ethos discursivo da Globo News implica, aqui, mostrar a imagem que a instituição constrói de si nos enunciados publicitários que tratam de seu jornalismo, todos entendidos como práticas discursivas voltadas a seduzir, exercer poder e convencer um interlocutor de que se usa a “verdade” como instrumento, que isso confere, per se, credibilidade, e que, assim, dominam-se as práticas jornalísticas idôneas. Para tanto, foram definidos como córpus de referência duas campanhas publicitárias feitas para promover o jornalismo da Globo News, intituladas “Nunca”, lançada em 2010, e “Informação é vital”, de 2013, além de cinco vinhetas lançadas em 2014 e peças publicitárias que circulam no canal. A abordagem teórico-metodológica que seguimos tem por base a constituição discursiva do ethos, tal como proposta por Dominique Maingueneau (2011), inscrita no quadro teórico da Análise do Discurso de tradição francesa.

Tcc – andressa leonardo

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Fernanda Capelari de Carvalho

MEDIAÇÃO EDITORIAL E ETHOS DISCURSIVO: UMA ANÁLISE DA CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM PATTY PIMENTINHA NA COLEÇÃO SNOOPY

Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi formulado a partir de uma Iniciação Científica que mobiliza um modelo teórico proposto pelo linguista Dominique Maingueneau (2007, 2012) para analisar processos de edição, focalizando a construção de personagens como criação de ethos discursivo, noção que será apresentada detalhadamente. O material que constitui o córpus reúne dez livros da coleção Snoopy, que provêm da longa história da tirinha de jornal Peanuts, escrita e desenhada pelo cartunista norte-americano Charles Schulz (1922 – 2000). Nessas tirinhas de Schulz, focalizamos a personagem Patty Pimentinha, já que o material linguístico ligado a essa personagem evidencia especificidades com relação ao processo de edição, que afeta o ethos discursivo que a identifica na passagem do original para a tradução brasileira. Patty Pimentinha, referida sempre por sua amiga Marcie como senhor, em inglês sir, sofreu um processo editorial em um dos livros da coleção analisada, em que a tradução brasileira para a personagem citada passou a meu, uma gíria paulistana. Esta abordagem trata, portanto, de um problema de mediação editorial. A problemática da tradução da personagem também coloca em questão a necessidade de abordar os ritos genéticos editoriais (Salgado, 2011), especificando a noção de Maingueneau (2006) sobre ritos genéticos. Fazendo-se necessário buscar subsídios nos estudos queer, especialmente nos construtos produzidos por Judith Butler sobre a performatividade dos gêneros e seus efeitos, para compreender os efeitos desse apagamento no ethos discursivo da personagem. A abordagem de objetos editoriais de uma perspectiva dos estudos da linguagem exige que se compreenda a relação do material linguístico com as suas materialidades de inscrição, que condicionam modos de circulação e são também por eles condicionadas, sendo essas implicações manobradas por sujeito em situação de trabalho, com propósitos de preparo de um texto para circulação pública. Assim, abordamos neste trabalho, a questão de como os processos de tratamento editorial de textos interferem na criação de um ethos discursivo, portanto nas identidades produzidas.

TCC_Fernanda Carvalho

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Iasmyn da Costa

Cinquenta tons de cinza: uma análise discursiva sobre a manutenção dos lugares socialmente estabelecidos

O best-seller Cinquenta Tons de Cinza, da autora Erika Mitchell, cujo pseudônimo é E.L.James, mereceu destaque não apenas pelo número de exemplares vendidos ou pela temática pornográfica a ele atribuído, mas também pela opiniões dos leitores sobre a história. Nesse sentido, adotando os pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa, principalmente à luz das discussões em torno das noções de discurso pornográfico e atopia encaminhadas por Maingueneau (2010a, 2010b), este trabalho assumiu como objetivo verificar a marginalidade atribuída ao discurso pornográfico, típica dos discursos atópicos, e, consequentemente, sua reconfiguração nas resenhas publicadas no site Skoob para que pudesse ser socialmente aceito. Além disso, também foi possível analisar de que forma os discursos presentes no corpus, composto por 100 resenhas do livro veiculadas na rede social Skoob entre os anos de 2012 e 2014, condicionam a leitura para e do público feminino. Apesar do corpus analisado, assim como o próprio livro, se utilizar de uma temática polêmica, a pornografia, também foi possível constatar que esses discursos são repletos de ideologias dominantes, como a inferiorização da mulher.

TCC_ Iasmyn da Costa

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Jaqueline Ribas

A circulação do sintagma “liberdade de expressão” nos embates sobre o marco regulatório da comunicação no Brasil

Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo compreender a circulação do sintagma “liberdade de expressão” no discurso midiático, tomando como referência os atuais debates sobre o Marco Regulatório da Comunicação no Brasil, e tendo como base o quadro teórico da Análise do Discurso de orientação francesa. Mobilizando o conceito de fórmula discursiva proposto por Alice Krieg-Planque (2009, 2010), consideramos a expressão reiterada nos debates sobre a regulamentação da comunicação brasileira, fazendo a hipótese de que se trata de uma fórmula: um território de aparente consenso que abriga confrontos históricos. Há uma única fórmula em circulação reivindicada por pelo menos duas posições discursivizadas, em que o sintagma é enunciado como “necessidade de regulamentação” ou “nenhuma regulamentação”. A partir disso, identificamos como esse sintagma circula ganhando dimensão midiática e explicitando “relações de poder e opinião”. A fórmula discursiva “liberdade de expressão” é cristalizada nas discussões a respeito do Marco Regulatório das Comunicação no Brasil de maneira polêmica. O sintagma circula em uma manifestação de incompatibilidade radical entre duas formações discursivas, uma “a favor da regulamentação da mídia” e outra “contra a regulamentação da mídia”. A interincompreensão entre os discursos ocorre porque o dizível de um campo discursivo dado é comandado por um sistema de restrições único, concebido como uma competência discursiva, que corresponde à aptidão que um sujeito deve ter para produzir enunciados que dependem de uma formação discursiva determinada. O Marco Regulatório da Comunicação é, nesses termos, um acontecimento discursivo delimitado por uma grade semântica que funda o desentendimento recíproco.

TCC_ Jaqueline Ribas

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Kelly Cristina P. Nepomucena

A paratopia em “Feliz ano velho”: linguagem e trasmidiação

Este trabalho analisa sob a óptica linguístico-discursiva, baseada em discussões propostas por Dominique Maingueneau, como a produção literária dos anos 1980 teve uma contribuição direta para o tipo de linguagem literária que observamos na atualidade. Com a ascensão dos blogs, Twitter e outras redes sociais, é normal se observarem muitos gêneros literários que são entendidos como novos, mas todo discurso, por mais que se renove, é carregado de memória. Logo, é um trabalho que pretende entender não uma origem, mas um como, ou seja, como essa fase literária contribuiu para essa atual linguagem. Para isso, delimita-se como corpus o livro Feliz Ano Velho, obra que ficou popularizada na década referida e que tornou conhecido o escritor Marcelo Rubens Paiva. Analisaremos as transmidiações da obra à luz da noção de paratopia proposta por Dominique Maingueneau (2012), que prevê o entrelaçamento complexo entre três instâncias – pessoa, escritor e inscritor – que se põem em funcionamento na constituição de uma autoria, dando a ver que o autor é parte fundamental de uma rede ou de redes que o instituem como tal.

TCC_ Kelly Cristina Nepomucena

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Letícia Moreira Clares

Ritos genéticos editoriais do impresso ao audiolivro: o revisor de textos e as manobras de intervenção

Este Trabalho de Conclusão de Curso reúne as reflexões desenvolvidas na pesquisa “A interface material impresso e audiolivro: o lugar do revisor de textos nos processos editoriais envolvidos”, realizada no âmbito do Grupo de Pesquisa Comunica – reflexões linguísticas sobre comunicação. Buscamos pensar, a partir do lugar discursivo do revisor de textos, os processos editoriais adotados pela Secretaria Geral de Educação a Distância da Universidade Federal de São Carlos (SEaD-UFSCar), tomando como objeto de análise as versões impressa, roteiro de adaptação textual e audiolivro do material didático Reflexões sobre o fazer docente, nas quais nos propomos a investigar como se dão as manobras linguístico-discursivas específicas de cada um dos processos de tratamento dos textos, focalizando, sobretudo, o modo como as circunscrições do revisor de textos enquanto coenunciador editorial o situam na dicotomia leitura e autoria. Para tanto, ancoradas no método descritivo-interpretativo da Análise do Discurso de linha francesa, mobilizamos os conceitos de ritos genéticos editoriais (SALGADO, 2011), regimes de genericidade e mídium (MAINGUENEAU, 2004a; 2006). Procuramos inicialmente fazer um breve panorama dos elementos conjunturais imersos no universo discursivo editorial e explicitar as etapas de produção de cada versão do material em estudo, para, assim, partirmos para as análises dos dados selecionados no corpus e prosseguirmos com as discussões acerca do lugar do revisor de textos, propondo, por fim, uma reflexão acerca dos discursos normativos que perpassam a atividade de revisão de textos. Nossos resultados indicam a instabilidade tanto dos processos editoriais abordados quanto do próprio lugar de inserção do revisor de textos, ambos mergulhados em um ambiente de práticas movediço e sujeito a constantes (e indispensáveis) mudanças de direção.

TCC_Letícia Clares

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Marcela Moreti

Estudo de um dispositivo comunicacional político voltado à construção de uma identidade LGBT

Este Trabalho de Conclusão de Curso levanta reflexões feitas durante a pesquisa para sua elaboração, no âmbito do Grupo de Pesquisa Comunica – inscrições linguísticas na comunicação (CNPq) e também em vivências individuais e com o Coletivo TRÁ! de Diversidade Sexual e de Gênero de São Carlos. Pretende-se apontar levantamentos acerca de temas que circundam a diversidade sexual e de gênero, tais como: sexualidade, visibilidade, identidade de gênero. Já de início surgem algumas problemáticas a serem discutidas acerca do material a ser estudado: Manual de Comunicação? Comunicação LGBT? Mas do que se trata? Este dispositivo comunicacional, publicado no ano de 2010, e elaborado pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) se propõe a minimizar “maus usos” de termos que se referem a questões e designações do movimento “LGBT” (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), somando, assim, na luta por direitos e conquistas sociais desta “minoria”, bem como na construção de uma identidade desta “comunidade”. Tendo como arcabouço teórico a Análise do Discurso de linha francesa, este trabalho se propõe a estudar discursivamente o objeto, mobilizando, nesse sentido, formulações do teórico Dominique Maingueneau, especialmente alguns de seus conceitos, tais como: cenas da enunciação, primado do interdiscurso, semântica global e ethos – para apontar algumas estratégias discursivas utilizadas para compor esse objeto editorial, que é utilizado para legitimar uma causa [luta] por meio da produção de uma discursivização “correta.” Dito isso, temos que a nossa hipótese de trabalho é de que este manual reproduz um paradoxo: conquista-se espaço nas políticas públicas para esta parcela da população, mas reforçam-se os estereótipos acerca das identidades e relações de gênero dessa comunidade. O material se coloca como defensor dos direitos LGBT, mas ao mesmo tempo define, limita e muitas vezes se contradiz ao apresentar suas definições.

TCC_ Marcela Moreti

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Renata Casonato

As várias faces da autoria de Chico Buarque de Hollanda: paratopia criadora e ritos genéticos

Este Trabalho de Conclusão de Curso reúne reflexões e experiências teóricas acerca do projeto “As várias faces da autoria de Chico Buarque de Hollanda: paratopia criadora e ritos genéticos” desenvolvido no Departamento de Letras da UFSCar sob orientação da Profa. Dra. Luciana Salazar Salgado e no âmbito do Grupo de Pesquisa Comunica – reflexões linguísticas sobre comunicação. Trabalhamos com o quadro teórico da Análise do Discurso de linha francesa de base enunciativa, mobilizando, sobretudo a noção de paratopia criadora e sua correlata ritos genéticos, propostas pelo pesquisador Dominique Maingueneau. Observamos o modo como o lugar do autor se constrói através da análise de textos da crítica feita à obra literária de Chico Buarque de Hollanda, especificamente a respeito dos livros Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009). Os dados que apresentamos aqui são parte de um corpus de pesquisa mais amplo e estão, a princípio, circunscritos aos acervos digitais dos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, no período de 2003 a 2012, mas outras fontes acabaram sendo incorporadas na medida em que os acervos dos jornais apontavam para dados que nos pareceram interessantes.

TCC_Renata Casonato

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Talita Maria de Souza

A importância da blogsfera literária no percurso de constituição de uma escritora independente

A ampla expansão da Internet trouxe consigo uma série de possibilidades, entre elas a possibilidade de qualquer pessoa dar visibilidade ao seu trabalho. Com isso, temos acompanhado uma série de profissionais saindo do anonimato, destacamos aqui os escritores independentes. Eles sempre existiram, mas o espaço possibilitado pela Internet e o apoio das redes sociais e dos blogs literários, que são relativamente recentes, têm sido fundamentais para a potencialização da divulgação de seus trabalhos sem o apoio da mídia tradicional. Esta pesquisa focalizou a divulgação do trabalho de uma escritora independente brasileira, do gênero Chick-Lit, por meio da observação da circulação e recepção de um de seus livros na esfera digital através do rastreamento de blogs literários que comentam a sua obra. O ambiente digital foi escolhido por ser o principal meio de divulgação e de diálogo entre a escritora e os leitores. Além disso, justifica-se a opção por este ambiente devido ao fato de os blogs serem construídos espontaneamente, por leitores que se sentem impelidos a dividir suas experiências de leitura através de resenhas, criando, assim, um espaço interessante e inovador de discussão e análise dos gestos de leitura dos trabalhos dos escritores independentes. Para tanto, serão mobilizadas nas análises algumas das discussões de Michel Foucault a respeito dos jogos de poder e a noção de Semântica Global desenvolvida por Dominique Maingueneau.

TCC_Talita Maria de Souza

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Thayara Galtério

A produção de uma identidade corporativa assentada na relação do ethos discursivo, humor e contemporaneidade

Neste Trabalho de Conclusão de Curso objetivamos compreender com base no quadro teórico da Análise do Discurso de orientação francesa, como funcionam as estratégias do discurso humorístico na construção e difusão de uma imagem corporativa, isto é, em termos discursivos trata-se de estudar um processo de publicização. Para isso, procuramos traçar um percurso analítico que abarca a produção de uma identidade assentada na relação entre ethos discursivo e humor, o que implica os modos de circulação e a construção de uma cenografia: estudamos de que modo certas peças publicitárias caracterizadas como esquetes humorísticas constroem uma identidade para o Banco Itaú. A fim de divulgar produtos e serviços constrói-se um ethos discursivo que emerge de esquetes encenadas pelo comediante Marco Luque. Com isso, por meio do ambiente virtual, exploram-se as redes sociais, divulgando-se essas peças na plataforma de partilha de vídeo YouTube, obtendo-se efeitos exponenciais de divulgação com baixo custo, pois conta-se com a “colaboração” provocada pela adesão dos interlocutores, alcançada, neste caso, por uma empatia baseada no humor, que faz com que o vídeo circule como partilha de algo divertido. Possivelmente, transforma-se, assim, a imagem negativa habitualmente atribuída aos bancos.

TCC_Thayara Galterio

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