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Baleia Azul: novo alimento do tubarão que quer abocanhar a internet livre

 

O mundo inteiro está de olho na internet. A frase tem vários sentidos, mas o que cabe aqui é o que diz respeito às centenas de tentativas – que pipocam nos quatro quadrantes do planeta – de controlar a circulação de dados na rede mundial de computadores.

Cada vez que aparece alguma situação de crime ou algum escândalo que tem a internet como intermediário ou foco central, os setores que querem restringir liberdades arregalam os olhos. Aproveitam-se de uma comoção nacional e transformam essas situações no pretexto ideal para emplacar alguma proposta para alterar a lei que o Brasil conquistou e que define os direitos e deveres para os usuários da internet – o Marco Civil da Internet, ou para aprovar uma lei para tipificar mais crimes na internet.

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Práticas emergentes de cooperativismo digital: os sinais de uma internet sem donos

por Outras Palavras – 20/04/2017

No Fairmondo as próprias pessoas oferecem seus produtos, sem a intermediação de um gigante como a Amazon. O app busca construir um mercado online global descentralizado de propriedade coletiva.

Sem o alarido do Uber ou AirBnB, multiplicam-se plataformas alternativas para compartilhar casas transporte, produções artísticas e trabalho. Nelas, a lógica do capital é substituída pela cooperativa

Por Trebor Scholz

Terceiro capítulo, revisado e adaptado por Outras Palavras, do livro Cooperativismo de Plataforma, publicado no Brasil pela Fundação Rosa Luxemburgo e editoras Elefante e Autonomia Literária. 

Leia o primeiro capítulo (Para que a internet não devaste a sociedade) e o segundo (A ascensão do cooperativismo digital).

Exemplos iniciais de plataformas para cooperação já existem, mas elas estão apenas emergindo. Nomeá-las aqui inevitavelmente excluirá outros projetos importantes. Mas deixar de apresentar exemplos concretos nos deixaria suscetíveis a críticas de que o cooperativismo digital não é nada além de uma ideia abstrata. Continuar lendo “Práticas emergentes de cooperativismo digital: os sinais de uma internet sem donos”

Não interessa mais: a debandada dos correspondentes estrangeiros do Brasil

O trajeto do ápice à derrocada do Brasil aos olhos da mídia estrangeira pode ser entendido por meio das capas que a revista inglesa The Economist publicou


 Julia Michaels *
Revista Piauí

  * Publicado originalmente na revista Piauí , reproduzido aqui de Boletim Carta Maior.

Nos últimos seis anos, Simon Romero foi o correspondente do jornal The New York Times no Brasil. Nesse período, escreveu mais de 500 reportagens, muitas com informações exclusivas e furos nos diversos jornais e revistas brasileiras. Caso da cobertura do impeachment de Dilma Rousseff e da epidemia de Zika no nordeste. Em junho, Romero volta para os Estados Unidos, onde vai cobrir imigração com base em seu estado natal, o Novo México. Dali, ele pretende acompanhar com lupa a promessa do presidente Donald Trump de construir um muro separando o país do vizinho México. Ele será substituído pelo colombiano Ernesto Londoño, que tem experiência em países como Afeganistão, Egito e Iraque.

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Tim Berners-Lee: vender dados de navegação das pessoas é “repugnante”

Tim Berners-Lee: vender dados de navegação das pessoas é “repugnante”

Publicado no Guardian

Reproduzido aqui de ACTANTES

A decisão da administração Trump de permitir a prestadores de seriços na internet (em inglês internet service providers – ISPs) entregar a privacidade de seus usuários e vender seus hábitos de navegação é “repugnante” e “assustadora”, de acordo com Sir Tim Berners-Lee, creador da world wide web.

Tim Berners-Lee foi anunciado esta semana como ganhador do ACM Turing Award, concedido pela Associação para Máquinas de Computação (ACM, na sigla em inglês).

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Mulheres se unem contra machismo e silenciamento em ato no Slam Resistência

Poetas realizaram coro contra abusos e apagamentos ocorridos no espaço e na cena dos saraus e slams

 

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Poetas se uniram em ato contra o silenciamento nos saraus e slams brasileiros
(foto: Divulgação)

***Como forma de lutar contra os abusos e silenciamentos sofridos pelas mulheres em ambientes culturais – especialmente saraus e slams (batalhas de poesia falada), um grupo de cerca de 50 jovens se reuniu na última segunda-feira (3) no Slam Resistência, que ocorre na Praça Roosevelt, e fez um ato de resistência, com pelo menos 10 mulheres declamando poesias na batalha e também com a colagem de lambes e cartazes, pedindo respeito, marcados por hashtags como #nãopoetizeomachismo, #nenhumespaçoamenos e frases como machistas/racistas não passarão, sua literatura têm gênero? Quem julga o quê? E Luana Barbosa, presente!

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Plataforma para uma internet livre, inclusiva e democrática

Por em 3 de abril de 2017

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O processo para a última eleição do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), iniciado no final de 2013, ocorreu quando o Marco Civil da Internet estava em fase de debates no Congresso Nacional e ainda havia riscos para a aprovação de direitos de grande relevância como a neutralidade da rede, a inimputabilidade dos provedores de serviços por conteúdos postados por terceiros e a garantia de ordem judicial para o fornecimento de dados dos usuários.

A mobilização da sociedade civil, ao lado de parlamentares que compreenderam a importância estratégica do projeto, conseguiu que, em abril de 2014, fosse sancionada a Lei 12.965, trazendo a positivação de todos esses direitos.

Quase três anos depois, a conjuntura é bastante diversa.

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Dez empresas são donas de quase tudo o que você consome; saiba quais são

Redação Opera Mundi | São Paulo – 31/03/2017 – 15h45

Divulgação dos dados veio no âmbito da campanha “Behind the Brands”, que monitora a atuação das marcas em relação à atuação nas áreas de transparência, respeito a mulheres, produtores e trabalhadores, terreno de plantio, controle do uso da água e clima.

O perigo da notícia

Emílio Coutinho | 30/03/2017 16:30
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Em algum momento do curso os estudantes de comunicação de todo o Brasil se deparam com o Caso da Escola Base, um dos episódios mais vergonhosos da imprensa brasileira. Aconteceu no ano de 1994. O Caso da Escola Base é lembrado como exemplo de mau jornalismo e das tristes consequências que uma informação mal transmitida pode ter na vida das pessoas.
Em linhas gerais, a história é a seguinte….

Quem está autorizado a quê?

24/03/2017 às 21:11

 

300 Prestam solidariedade a Eduardo Guimarães: ‘Querem calar a divergência’

Escrito por: Felipe Bianchi, Fonte: Barão de Itararé

 

O objetivo da condução coercitiva ilegal de Eduardo Guimarães não é calá-lo, mas sim calar a todos que divergem da Lava Jato, do juiz Sérgio Moro e do Estado de exceção vigente no país. A opinião é do próprio blogueiro, que recebeu cerca de 300 lideranças políticas, jornalistas, ativistas digitais e simpatizantes em ato de solidariedade e em defesa da liberdade de expressão. O encontro aconteceu na noite da terça-feira (21), mesmo dia em que foi levado à força à  delegacia da Polícia Federal no bairro da Lapa, em São Paulo, além de ter celulares e computadores, seus e de seus familiares, apreendidos.

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