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[postal recebido em 2016. “miroir et différence”, déborah chock – collection les couleurs de la vie]

[resumo nada conciso de uma trajetória acadêmica – versão tradicional aqui]

me formei como bacharela e licenciada em letras pela unesp de araraquara. os trabalhos de ic que fiz no período tratam de temas relacionados a língua, cultura e tradução, circunscritos em estudos do latim clássico de virgílio e, posteriormente, da fonologia do português arcaico nas canções de santa maria. em 2009, no último ano da graduação, participei da gestão do centro acadêmico de cultura e estudos em letras paulo leminski, faísca para novos caminhos e inquietações que tinham a ver com problemas de identidade, de representatividade e de posicionamentos políticos, e da relação que mantinham (ou que lhes era negada) com o ensino e com os estudos da linguagem.

gambá cheira gambá, como é sabido – pelo menos nos confins de minas gerais e em outros interiores. enquanto fazia bicos com produção cultural na cidade de são carlos, me aproximei do Comunica, grupo de pesquisa que começava a fincar tenda na ufscar. em 2012 comecei um mestrado em linguística sob orientação da profa. dra. luciana salazar salgado, e na dissertação tratamos da gênese e da circulação da fórmula “cultura de paz” no espaço público brasileiro. nesse período, conseguimos uma bolsa bepe (então recém-criada pela fapesp – eram tempos melhores para a ciência brasileira e brasileiros em geral) que me permitiu uma estadia de seis meses no centre d’étude des discours, images, textes, écrits, communication (céditec) da université paris-est créteil val-de-marne sob supervisão de alice krieg-planque.

a experiência de ter sido estrangeira de alguma forma me levou a dar aulas de português como língua adicional em projetos de extensão do centro de referência de ensino de português para estrangeiros (cerepe) da ufscar, coordenado pelo prof. dr. nelson viana,  e a partir do segundo semestre daquele ano passei a trabalhar junto com outros colegas como examinadora do exame celpe-bras no posto aplicador da universidade.

trabalho final
trabalho de conclusão da disciplina “literatura e suportes de inscrição”

essa experiência no ple (português língua estrangeira para não íntimos) se mostrou terreno fértil para o doutorado, começado em 2015 também com financiamento da fapesp, em que me ocupo de estudar práticas discursivas que sustentam imaginários de nação, de língua e de cultura em materiais instrucionais de português para estrangeiro, observados de um ponto de vista interessado em como se definem comunidades discursivas conforme os recortes que cada instrumento faz.

atualmente, novamente estrangeira, complemento o doutorado com um estágio de pesquisa de onze meses na universidade de buenos aires, sob supervisão da pesquisadora elvira arnoux, com o objetivo de compreender a conjuntura glotopolítica relacionada ao ensino do português brasileiro no marco dos discursos sobre a identidade latinoamericana e a lusofonia.

interesses do momento, alguns de sempre: língua e cultura; políticas linguísticas; produção e circulação de imaginários; materiais instrucionais e sua cadeia produtiva.

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artigos

  • língua, cultura e imaginários: singular e plural em conflito nos materiais didáticos de português para estrangeiros – Luciana Salazar Salgado, Helena Boschi
    em: Caderno de Estudos Linguísticos (2016)
  • considerações sobre o funcionamento da fórmula discursiva “cultura de paz” no mercado editorial brasileiro – Helena Boschi
    em: Revista Estudos Linguísticos (2015)
  • gênese discursiva da fórmula “cultura de paz” – Luciana Salazar Salgado, Helena Boschi
    em: Acta Scientarum Language and Culture (2014)

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2015CIAD_Comunica_HBoschi
apresentação no iv colóquio internacional de análise do discurso – 2015
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