“As autoridades competentes devem garantir a sua segurança e a da sua família e investigar as origens dos ataques”, cobrou a Fundação José Saramago em nota

1 de setembro de 2022, 15:06 h, atualizado em 1 de setembro de 2022, 15:16, Brasil 247

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Escritor Julián Fuks (Foto: Divulgação)

247 – A Fundação José Saramago, sediada em Portugal, cobrou que autoridades brasileiras garantam a segurança do escritor Julián Fuks e seus familiares em função das ameaças de morte feitas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e militantes da extrema direita. 

As ameaças foram feitas após o conteúdo de uma crônica do escritor, publicado no final de agosto pelo UOL, sobre o coração mumificado de Pedro I, ter sido distorcida por bolsonaristas. O contepudo distorcido chegou a ser compartilhado pelo senador Flávio Bolsonaro e peloo vereador Carlos Bolsonaro, entre outros políticos bolsonaristas e veículos de comunicação.  

“As autoridades competentes devem garantir a sua segurança e a da sua família e investigar as origens dos ataques”, diz a fundação presidida por Pilar del Río, viúva de José Saramago, de acordo com a coluna do jornalista Leonardo Sakamoto, do UOL. A entidade lembra que, ainda, que o escritor brasileiro recebeu o Prêmio José Saramago pelo romance “A Resistência”, publicado em 2017. 

“Autor de livros que se destacam não só pelo cuidado com a linguagem como pela temática, Julián Fuks é uma das vozes mais interessantes e originais surgidas no panorama literário da língua portuguesa nas últimas décadas. Essa voz não pode ser silenciada através da violência ou de qualquer outra forma”, diz um outro trecho do texto da fundação sobre as ameaças dirigidas ao escritor brasileiro.