Uma pesquisa feita pela Universidade Stanford classificou como “lamentável” a capacidade que jovens têm de processar informações encontradas nas redes sociais.

Crédito:Divulgação

De acordo com a Folha de S.Paulo, foram feitos testes com 7.804 estudantes de instituições de ensinos fundamental, médio e faculdades ao longo de 18 meses em 12 Estados americanos.

Segundo Sam Wineburg, pesquisador que liderou o estudo, muitas pessoas acreditam que os jovens, por estarem bem ambientados nas mídias sociais, têm capacidade para compreender o que encontram. “Nosso trabalho mostra que o oposto disso é verdadeiro”, disse.

Em um dos testes, os estudantes eram estimulados a identificar os elementos que apontam a confiabilidade de informações por meio de chamadas, no site de uma revista, para notícias, anúncios tradicionais e conteúdo patrocinado.

Grande parte dos jovens obteve êxito em distinguir chamadas para notícias de anúncios tradicionais, mas a pesquisa mostrou que 80% não conseguiram indicar diferenças nas chamadas para notícias e conteúdos patrocinados, embora o site deixasse claro quando uma reportagem havia sido comprada por anunciantes.

O relatório destacou que a expectativa era de que estudantes do ensino fundamental soubessem diferenciar entre uma propaganda e uma notícia, e que os do ensino médio notassem a fonte dos artigos.

“Em todos os casos e em todos os níveis [de escolaridade], fomos surpreendidos pela falta de preparo dos estudantes”, reforça o estudo. Na tentativa de amenizar o problema, os pesquisadores desenvolveram um programa de aulas para ensinar estudantes a avaliar a credibilidade de fontes de informação.

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