Escrito por: Redação Portal Vermelho

Fonte: FNDC

[Assista ao video: https://youtu.be/F6hFxfrp_cE]

Jornalistas da Ponte Jornalismo cobriam protesto dos estudantes secundaristas contra a PEC 241, que limita o teto dos gastos públicos, quando foram abordados pelos policiais junto com um grupo de manifestantes.
Agentes da Polícia Militar (PM) obrigaram três jornalistas apagar fotos e vídeos de um protesto de estudantes secundaristas contra a PEC 241 nesta quarta-feira (12), na Diretoria Regional de Ensino Oeste, localizada na Sumaré. O repórter da Ponte Jornalismo, Daniel Arroyo, o freelancer Rogério de Santis e uma repórter que não quis se identificar acompanhavam alguns estudantes quando foram abordados pelos policiais.

Os agentes exigiram que o conteúdo registrado na cobertura fosse apagado.
“Tirou foto minha? Eu vou apreender sua câmera, nós vamos analisar, se tirou, eu vou apreender sua câmera. O que estiver vinculado à escola e à polícia pode apagar, senão vou apreender sua câmera”, afirma um agente.
Outro policial diz que as fotos devem ser apagadas porque eles também são “cidadãos de bem” e não querem sair na imprensa porque “um monte de ladrão” vai em sua casa “depois”.
“Para com essa mania de filmar polícia e veicular nossa imagem num monte de lugar, vocês entenderam? Não é assim que funciona as coisas, não”, afirmou o policial.
A câmera gravou a cena enquanto as imagens eram apagadas.
Policiais obrigam repórteres a apagar imagens de protesto
Jornalistas da Ponte Jornalismo cobriam protesto dos estudantes secundaristas contra a PEC 241, que limita o teto dos gastos públicos, quando foram abordados pelos policiais junto com um grupo de manifestantes.
Reprodução
   Agentes da Polícia Militar (PM) obrigaram três jornalistas apagar fotos e vídeos de um protesto de estudantes secundaristas contra a PEC 241 nesta quarta-feira (12), na Diretoria Regional de Ensino Oeste, localizada na Sumaré. O repórter da Ponte Jornalismo, Daniel Arroyo, o freelancer Rogério de Santis e uma repórter que não quis se identificar acompanhavam alguns estudantes quando foram abordados pelos policiais.
Os agentes exigiram que o conteúdo registrado na cobertura fosse apagado.
“Tirou foto minha? Eu vou apreender sua câmera, nós vamos analisar, se tirou, eu vou apreender sua câmera. O que estiver vinculado à escola e à polícia pode apagar, senão vou apreender sua câmera”, afirma um agente.
Outro policial diz que as fotos devem ser apagadas porque eles também são “cidadãos de bem” e não querem sair na imprensa porque “um monte de ladrão” vai em sua casa “depois”.
“Para com essa mania de filmar polícia e veicular nossa imagem num monte de lugar, vocês entenderam? Não é assim que funciona as coisas, não”, afirmou o policial.
A câmera gravou a cena enquanto as imagens eram apagadas.
 Assista ao video: https://youtu.be/F6hFxfrp_cE
Após a abordagem, os jornalistas foram obrigados a ir até o 91º Distrito Policial (DP), na zona do Ceasa. Os policiais disseram que os repórteres foram levados contra sua vontade na condição de testemunha, segundo matéria da Ponte Jornalismo, que denuncia o caso.
Os repórteres cobriam um protesto dos estudantes secundaristas contra a PEC 241 e a proposta de reforma do Ensino Médio feita pelo Governo de Michel Temer, que começou na Praça Roosevelt, centro da cidade. De lá, os estudantes foram até a Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República e depois decidiram ocupar a Diretoria Regional de Ensino Oeste, onde ocorreu a abordagem policial.
“Ao chegar na Diretoria, alguns estudantes pularam o muro e outros arrombaram o portão principal. Um segurança da Diretoria viu a tentativa de ocupação e ligou 190. Com a chegada da PM, 11 pessoas foram detidas, entre elas cinco adolescentes, O delegado plantonista do 91º DP considerou que o único crime cometido pelo crime foi o de dano ao patrimônio e liberou todos após registrar o boletim de ocorrência”, relata matéria da Ponte Jornalismo.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública disse que “foi instaurado inquérito policial no 23º DP para investigar dano contra o patrimônio público”.
Sobre as fotos apagadas, a assessoria de imprensa sugeriu a formalização de queixa na Corregedoria da PM “para apuração dos fatos por meio da declaração dos jornalistas”.

 

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