Quinze anos de mentiras: sobre a normalidade e o mundo

Por Gustavo Gollo

Vivemos sob a normalidade. Mas, note, vivemos sempre sob a normalidade, por mais absurda que ela seja. Rupturas são muito eventuais e logo se transformam em normalidades, nós nos encarregamos de fazer com que seja assim. Desse modo, não é uma característica do mundo “ser normal”, o mundo é completamente absurdo, somos nós que transformamos o absurdo à nossa volta na normalidade com a qual nos acostumamos; somos a própria consagração do absurdo!

Passaram-se 15 anos desde o ataque às torres americanas, e só agora eu soube ter sido tudo uma armação.

Até os anos 60, suponho, a grande maioria da população acreditava na estrutura de poder, supunha que os governantes eram pessoas idôneas que sabiam o que estavam fazendo. Eu imaginava que havíamos perdido a ingenuidade naquela época, mas durante 15 anos acreditei ser impossível uma armação criminosa envolvendo centenas de pessoas, às vistas do mundo inteiro. Deixemos claro para eventuais iludidos ainda restantes: o atentado às 3 torres e ao pentágono foi serviço interno, como demonstram vários vídeos (eu nem sabia da terceira torre, a mais absurda delas, necessária, provavelmente, apenas para bancar financeiramente a ação). Em 2001 os aeroportos do mundo inteiro passaram a instituir normas de segurança fortíssimas que dificultam suas rotinas, regras seguidas até hoje. Precauções contra terroristas foram disseminadas por todo o planeta, mesmo onde tais criaturas nunca haviam existido e fossem completamente descabidas. A palavra “terrorismo” ganhou destaque, e passou a ser repetida quase diariamente em noticiários de TV, tudo decorrência de uma armação.

A destruição das torres resultou na morte de centenas de pessoas.

Esse fato, puro e simples, era para mim justificativa suficiente para eliminar a hipótese de armação, oh ingenuidade. Mas também garante que vivemos sob o controle de um grupo que está acima de todas as regras, que não se impõe nenhum limite. Nem inúmeras mortes, nem o descaramento da implosão de uma terceira torre às vistas de todos constituíram barreira para a ação, e para a assunção da mentira extraordinária! Até hoje os inúmeros cúmplices da farsa garantem ter sido tudo verdade! E assim, temos vivido regidos pela ficção criada naquele dia.

Sob o ponto de vista da racionalidade (agora me parece risível pressupor a racionalidade da população), argumentaríamos ser impossível sustentar uma farsa tão evidente e tão absurda. Também poderíamos acrescentar que a eventual descoberta de uma ação dessa monta resultasse em uma indignação coletiva brutal a ponto de gerar uma revolução incontenível. Mas somos conduzidos para canalizar nossa indignação contra terroristas imaginários inventados e materializados pelos idealizadores da farsa; as convicções do rebanho são admiráveis!

O absurdo gerou uma espécie de negação da realidade.

Até hoje, os japoneses se recusam a falar sobre a derrota na segunda guerra, para eles isso não aconteceu. Os americanos criaram ficção ainda mais bizarra. São eles mesmos seus próprios algozes, embora tenham descontado a petulância vingando-se nos iraquianos, afegãos e em quem mais apareceu pela frente. Têm matado muita gente devido ao fato.

Lembro de notícia de acidente aéreo ocorrido no Brasil em 1997: em pleno voo, a porta de um avião comercial teria se aberto repentinamente sugando o passageiro sentado em frente a ela, o engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos, com cadeira e tudo! Até agora esse era o fato mais estapafúrdio do qual eu tinha notícia. O assassinato aterrorizante cometido em público, descaradamente, como demonstração de impunidade, era um aviso gritante para quem pensasse em abrir o bico. Mas todas as testemunhas cabiam em um avião, nada comparável às milhares de pessoas presentes em torno das torres durante as implosões, nem os bilhões de espectadores acompanhando pela TV.

A farsa expõe muito claramente o fato de que estamos sendo controlados por um grupo de facínoras piores que as mais malévolas criaturas engendradas por toda a ficção humana. Tanto a ousadia, quanto a confiança reveladas na ação suplantaram o limite do que seria a credibilidade presumida por um ficcionista. Tinha imaginado que apenas comédias permitiriam um enredo tão despropositado, para constatar que o próprio pressuposto de negação do absurdo é que o impõe.

Somos a própria consagração do absurdo!

 

 

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