‎27 agosto 2016 11:53 PM‎
 por NINJA

Por Mídia NINJA

Profissionais de imprensa que estão fazendo a cobertura do julgamento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff têm mais do que a oportunidade de informarem ao público sobre o que se passa no plenário do Senado Federal. Ali, têm a chance de acompanharem de perto um fato histórico, sendo testemunhas oculares da história que será contada nas próximas décadas.

Foto: Mídia NINJA

 

Cada mulher e homem ali presentes carrega as suas convicções, ideais, contradições e perspectivas de mundo. São capazes de produzir narrativas diversas, ainda que a imprensa comercial não esconda as suas posições e instigue os seus profissionais a seguirem a cartilha editorial escolhida. Assim, deturpam não somente a História, mas aniquilam talentos e soterram visões e aspirações de sociedade.

Foto: Mídia NINJA
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Não existem ilusões: dentro do processo de produção da notícia existe um longo caminho a ser percorrido. A distância entre o que se apura e o que se publica passa por filtros muitas vezes não republicanos. A paixão de cada repórter em contar a história é sumariamente distorcida em favor da narrativa a ser disputada. E, nessa zona de conflito, a personalidade de cada pessoa envolvida no processo transparece.

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Um grande jogo de vaidades. Tanto de parlamentares, quanto de repórteres presentes às sessões. Alimentam – e são alimentados – por esta narrativa da qual fazem parte. Mais uma vez, não existem ilusões. Não se trata de julgar, apenas de perceber que a imprensa comercial é parte fundamental do jogo político. E em outras ocasiões atentou contra a Democracia, não sendo inédita sua participação em estratagemas de desestabilização política e social.

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São dias históricos estes aqui no Senado Federal. Cada profissional desempenha as suas funções dentro dos limites disponibilizados. E vivem a História. Não somente aquela que será contada pelos veículos nos quais trabalham. Mas a História que será escrita daqui pra frente. Nós sabemos qual será a narrativa da imprensa hegemônica – e, por assim sê-la, tem múltiplos interesses na contenda – mas quais narrativas cada profissional legará para o futuro. Estamos vivendo a História. Resta saber qual destino daremos a ela.

Foto: Mídia NINJA
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Texto e Fotos: Mídia NINJA

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